Publicado por: henriquearake | 3 03UTC Abril 03UTC 2009

Home-office para advogados

Em reportagem de Adriana Salles, editora-executiva da HSM Management, foi exposta a volta da discussão acerca do home-office que, como todos lembram, era a grande promessa de estilo de trabalho do século XXI. 

Vocês sabem o que é home-office, não? 

Claro que sabem! É a possibilidade de você executar seu serviço, como autônomo ou empregado de uma sociedade empresária, do “conforto” de sua casa.

Por que as aspas? Porque, como bem adverte Salles, nossa casa tem inúmeros fatores de distração que podem atrapalhar a implantação do modelo.

Todavia, na reportagem, Salles traça dicas muito interessantes e defende, inclusive, sua adoção como forma de reduzir a emissão de gases poluentes!

Dentre os pontos positivos arrolados:

• Custo de transporte. É a deixa dos números para as empresas expandirem seus programas de telecommuting. Koerner criticou o fato de “apenas” 40% das empresas norte-americanas terem um programa do gênero e lembrou que isso se deve à mentalidade arcaica do comando e controle, que não
condiz com o trabalhador do conhecimento existente hoje. Segundo ele, os gestores se perguntariam algo como “e se os funcionários ficarem jogando Campo Minado no computador e comendo salgadinhos?”.

• Motivação. Pesquisadores da Pennsylvania State University analisaram 46 estudos sobre telecommuting conduzidos por duas décadas com 13 mil funcionários e concluíram que o trabalho em casa tem efeitos favoráveis sobre o trabalhador em autonomia percebida, conflito trabalho-família, satisfação com o trabalho, desempenho, intenção de manter-se no emprego e estresse. O único impacto desfavorável demonstrável foi a piora no relacionamento com os colegas de escritório, geralmente por inveja destes.

• Globalização do fenômeno. Koerner apontou uma base geográfica para a tendência, para não parecer que se restringe a norte-americanos, observando que até a região Ásia-Pacífico começa a embarcar nessa onda. Em 2008, 81% dos gestores (numa pesquisa encomendada lá pela Avaya) apostaram que trabalho em casa aumenta produtividade, ante 61% em 2005. Esse salto é atribuído a novas tecnologias como o sistema de videoconferência LifeSize Express e serviços baseados na web como o Glance, que permite que pessoas distantes entre si compartilhem o desktop.

• Possível esgotamento do modelo de escritório tradicional. Esse formato de escritório seria um buraco negro de interrupções, adiamentos e politicagem que faz mal para a alma de cada profissional. Segundo uma pesquisa da UC Irvine, as interrupções e trocas de tarefas no ambiente convencional acontecem cada 3 minutos.

E o bambu, Sílvio? Quero dizer, e a advocia nessa história?

A advocacia é uma estranha profissão que demanda uma excelente estrutura física, não por necessidades técnicas, mas para impressionar potenciais clientes.

Veja bem, todo advogado de sucesso, ou que queira parecer que tem sucesso, monta AQUELE escritório, com AQUELA mesona em mogno (falso), com AQUELAS coleções de livros do tempo do ronca para enfeitar as prateleiras.

Advocacia é A profissão tradicional por excelência e inovações, modernismos e ambientes “riativinhos” não transmitem a sobriedade e a confiabilidade necessária, certo?

Mas será mesmo? Será que os clientes de hoje gostariam de saber que o preço que estão pagando não corresponde à qualidade do serviço, mas sim para manter toda a pompa de um escritório pesado e dispendioso?

O home-office pode ser uma saída para, inclusive, a redução desses custos e, conseqüentemente, do preço cobrado de seu cliente!

Obviamente, não estou a sugerir que passem a atender seus clientes de cuecão em casa!

Fala aí, clientela!

Fala aí, clientela!

 É perfeitamente possível montar a base de suas operações em sua casa e, quando necessário, alugar um daqueles escritórios sob demanda que andam pululando por aí.

O que acham?

Direito & Mercado, pelo fim dos gastos desnecessários!


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